A nova geração Y de pessoas

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Ao se deparar com os jovens no mercado de trabalho é inevitável uma comparação imediata entre as diferenças de visão e valores das gerações. Estamos na era do jovem multimídia, em todos os sentidos; que tem amor pelo que faz e gosta de ser ouvido, ao mesmo tempo em que convive muito bem com todo esse aparato tecnológico disponível, deixando o tradicional telefone de lado e se conectando em profundidade usando redes sociais, smartphones e novíssimos players de livros digitais.
 
Nessa nova era estudar, trabalhar e se divertir é tão parecido que confundem muito a mente de quem está de fora desse novo contexto. Em tecnologia falamos que a pessoa é “multithread”, ou seja: executa várias atividades ao mesmo tempo e com qualidade. Esse é o perfil dessa nova geração que está se posicionando no mercado de trabalho, definindo novas regras e desejos profissionais, escolhendo no local de trabalho uma continuidade do seu dia a dia.
 
O Sidney Oliveira explorou de forma clara as diferenças entre as gerações no livro “Geração Y”, que é um guia fundamental para você começar a entender toda essa mudança de comportamento e valores. Para que possa ter uma melhor referência dessas gerações confira os períodos e denominação das mesmas: Geração Y (1980 a 1999); Geração X (1960 a 1980); Baby Boomers (1945 a 1960); Belle Époque (1920 a 1945). Cada fase teve um marco importante. A geração da Belle Époque começa no pós 1 guerra mundial e atravessa toda a segunda guerra; depois a geração Baby Boomers que surge pós 2 guerra, fase de re-estruturação da sociedade. A geração X ficou fortemente marcada pelas revoluções: feminista, estudantis, musicais, etc. e um desejo latente de auto-realização; e por fim na geração Y a liberdade se consolida através da abertura política, do surgimento de novas tecnologias, trazendo consigo uma fome de conhecimento e reconhecimento.
 
Na área de consumo o impacto ainda é maior derrubando os modelos tradicionais de marketing e publicidade e elevando um novo conceito de compra baseada em recomendação. Até o google que é gigante na área de busca já percebeu essa mudança e corre contra o tempo para suportar cada vez mais em sua ferramenta as buscas sociais, ou seja: que encontre produtos e serviços baseados em recomendações de amigos.

O Philip Kotler aborda muito bem toda essa mudança de percepção de valor em seu livro “Marketing 3.0”, que está totalmente direcionado para os valores do ser humano envolvendo ampla colaboração e crescimento em conjunto. Para vender nesse novo e emergente mercado é necessário socializar a sua marca principalmente na nova web da era avatar baseada em pessoas e conteúdo social que a cada vez mais vem ampliando as relações humanas em todas as dimensões.

 

Atualmente o meu dia a dia é realizando consultoria em empresas que possuem alguma área de desenvolvimento de software. Grande parte do meu trabalho é realizado no direcionamento do profissional na tecnologia. Motivando, propondo desafios para o encontro da satisfação em sua área de atuação. Existe uma confusão muito grande em torno do trabalho do profissional de desenvolvimento de software que é completamente intelectual e precisa ser organizado de forma que todos se sintam bem no que estão fazendo.

Acredito que as primeiras pessoas da “Geração Y” a chegarem no mercado de trabalho vieram principalmente pela área de tecnologia. Grandes empresas pelo mundo entenderam isso rapidamente criando uma infra-estrutura confortável, atraindo os profissionais com uma cultura empresarial diferenciada favorecendo a colaboração e satisfação da pessoa em fazer parte com sua “voz” no projeto.

 

A turma da velha guarda ainda tenta resistir impondo restrições, controlando o tempo de cada minuto na empresa e bloqueando a comunicação e acesso a internet com o intuito de assim, como ele aprendeu a ter uma maior produção e resultados ou até mesmo poder. A diferença é que esse modelo de gestão ultrapassado é altamente conflitante com o trabalho intelectual e com toda liberdade e desejo de mudar das novas gerações. Os novos jovens estão deixando de ir para empresas “quadradas” em busca de oportunidades que possam atuar com o coração por que só dinheiro não é mais o fundamental nem tão pouco trabalhar em um único emprego durante toda a vida.

 

Esse é um grande momento de refletir na sua empresa se os métodos empregados se são condizentes com a nova realidade do mercado de trabalho atual e se favorecem a satisfação das pessoas. É o fim da era "recursos", onde todos eram encarados como máquinas de produção. Chegou a era das "pessoas" vivas, colaborativas e com propostas inovadoras que podem mudar o rumo da sua empresa. Pare pense e vá além.

 

                                                                                          “São pessoas que entregam projetos – Ramon Durães”

 

Para saber mais:
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Ramon Durães